Um dia, eu vou gritar à despeito de todos me mandarem calar.Não vou mais dar importância a suposta solidão que me ameaça
E a mandarei embora, junto com todos os que me podaram, por medo do meu brilho!
Vou deixar de ser condescendente com a torpeza dos oportunistas
Deixarei de procurar uma razão que amenize seus atos espúrios
E darei um" baita " basta, neste cenário fabricado de alegorias baratas
Que de relance tem até um certo brilho, mas que não resiste a um olhar mais apurado,
E revela-se pobre, tosco, acima da mais completa miserabilidade humana!
Que pretende com vestes de mau gosto, ludibriar os sinceros e simples.
Um dia olho pra frente, sem me importar com o restante...(ou seria resto mesmo?)
Um dia vou dar razão as más línguas, aos maus olhos, aos maus pensamentos
E mando tudo às favas... (pra não descer demais o calão. Afinal, vocês não merecem)
Virarei a mesa alheia, e virarei minha própria mesa
Deixarei a responsabilidade, a quem é de direito, e que se dane!!
Gritarei: - Que se dane!!!!
Estou de saco cheio de podridão, de tanto ataque usado para disfarçar a própria culpa.
De tantos versículos decorados, repetidos como um papagaio repetiria,
Sem vida, sem mudança, sem amor! Apenas repetidos.
Um dia, serei egoísta, e escolherei mais detalhadamente
O solo onde lanço minhas sementes preciosas.
Para não desperdiçá-las na infertilidade...
E certamente não me frustrarei mais, esperando frutos de onde só brotam abrolhos.
Terei pão para saciar minha fome, no lugar das pedras que me oferecem.
Um dia deixarei de perdoar tão facilmente,
E de amar tão intensamente.
Um dia, deixarei de ser EU!!!!
Terá valido a pena????
Valeria Rodrigues
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